04 dezembro 2007

Quintalzinho

Depois dos rasgados elogios do Wisnik em seu artigo de ontem, na Folha (só para assinantes do jornal ou do UOL), resolvi olhar de perto a 7ª maravilha do mundo, o novo espaço cultural da rua Maria Antônia, o IAC. Mas, perguntar não ofende: quanto tempo aquilo vai ficar sem grade?

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30 novembro 2007

A Lina é melhor do que o Paulinho?

Depois de ter sido ignorado na premiação do IAB/SP, o Museu Rodin, em Salvador - criado pelo Brasil Arquitetura - foi o grande vencedor do prêmio da Bienal deste ano. Anunciado ontem à noite, o prêmio da exposição geral de arquitetos destacou com o 2° lugar da categoria projeto executado o Programa Praça Escola, de Nova Iguaçu, realizado pelos cariocas Washington Fajardo (blogueiro! e secretário Adjunto de Projetos Urbanos da cidade), Adriana Sansão, Pedro Évora e Raul Bueno; e quatro menções honrosas: casa na Vila Romana (Fernando de Mello Franco, Marta Moreira e Milton Braga); estúdio fotográfico na Vila Beatriz (André Vainer e Guilherme Paoliello); residência Pouso Alto (Newton Massafumi Yamato e Tânia Regina Parma, que já havia ganho a premiação do IAB/SP de 2004); e casa em Santa Tereza (Angelo Bucci).

Já na categoria projeto não executado, vexame para o IAB/SP e saia justa: ganhou o projeto vencedor do concurso do minhocão, do Zé Alves e da Juliana Corradini, cujo concurso o Instituto desaconselhou seus filiados de participar. Agora, num evento promovido pelo IAB, a proposta é aclamada vencedora! Que chato, heim? E o segundo prêmio da mesma categoria foi para o projeto do papai - ops! -, quer dizer, a Reurbanização Mooca Ipiranga, do Una (que tinha passado em branco na premiação do IAB 2006, perdendo para o Hector...).

Moral da história: quem espera, sempre alcança. Ou então, água mole, pedra dura...

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07 maio 2007

Samba do crioulo doido

Já imaginaram um papo entre Jorge Elias e Abílio Guerra? Bom, é mais ou menos este o resultado da matéria de capa publicada pela Vejinha nesta semana. Na pauta, os dez jovens profissionais/equipes que "estão mudando a cara da cidade". Para fazer a seleção, a publicação "ouviu feras da área como Ruy Ohtake, Abilio Guerra, Isay Weinfeld, Jorge Elias e Brunete Fraccaroli". O resultado só poderia ser tão eclético como as "feras".

Entre os escolhidos, 50 % da seleção é composta por figuras carimbadas na mídia especializada: MMBB, Biselli, Núcleo Arquitetura, Una e Andrade Morettin. A turminha que usa aquele adesivo no carro: "Eu amo a Gal. Jardim".

Na sequência, 30 % das equipes estão no meio termo, mais para o lado 'moderninho', fashion, ou seja mundinho Casa Vogue: Triptyque, Marcelo Rosenbaum (que nem arquiteto é...) e Carolina Maluhy/Isis Chaulon (pupilas de Isay). Estes, são facilmente identificados pelo bóton: "Dou uma perna para fazer uma loja de esquina na Oscar Freire".
Por fim, a minoria (20%) dos escolhidos fazem o gênero "Adoro Casa Cor": Fernanda Marques e Carolina Molinari/ Thales Drummond (quem?).
Bom, quem gostou do resultado deve agradecer ao Abílio. E, queiram ou não, ao Ruy e ao Isay também... Para quem não gostou, resta cantar: "O, ô , ô, ô, ô, ô /O trem tá atrasado ou já passou"

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29 janeiro 2007

Ação e reação

A Folha de domingo, com direito a chamada de capa, publicou uma reportagem (escrita por Mario Cesar Carvalho e só disponível para assinantes do jornal ou do UOL) sobre o processo que o escritório Una Arquitetos move contra Os Correios. A pendenga judicial é em consequência a mudanças que o contratante fez no desenho que os projetistas realizaram para transformação da antiga sede da empresa em solo paulistano. Alvo de concorrido concurso - cuja vitória destacou o nome do escritório - a obra se arrasta por quase uma década.

Segundo a matéria, o Una entrou com uma ação judicial contra a estatal por:

"1) O projeto estrutural de uma clarabóia foi modificado, sem a aprovação dos engenheiros calculistas que a conceberam. Na proposta original, quatro paredes sustentavam a clarabóia. Com a mudança, a estrutura de metal está apoiada só em duas paredes;
2) O piso e a forma de colocação foram alterados; foi incluído um rodapé de cor diferente do piso, algo que não existia no projeto premiado;
3) O projeto da laje do "foyer" foi mudado; com isso, o pé-direito do espaço ficou cerca de 30 centímetros mais baixo do que a concepção original;
4) As alterações contemporâneas deveriam ser em concreto aparente sem pintura, para deixar claro que houve intervenção no prédio. Esse critério não foi respeitado na obra;
5) Uma rua interna, resquício da época em que os bondes entravam no prédio para depositar e retirar correspondência, foi coberta, diferentemente do projeto original;
6) A escada rolante ficou mais curta do que estava na concepção original;
7) Os guardas-corpos foram feitos em material e desenho diferentes do previsto;
8) Os banheiros foram completamente alterados;
9) Foi introduzido um pilar no "foyer" do teatro;
10) A área das janelas na parte interna foi reduzida."

Ainda, segundo o texto, eles pedem para, se comprovada as mudanças, que o nome deles não seja associado ao projeto. O contratante rebate dizendo que "o projeto original apresentou falhas, omissões e discrepâncias, somente identificadas durante a execução da obra".

Resta esperar o desfecho para ver no que vai dar.

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01 setembro 2006

Qual é a sua turma?

Abriu ontem, no Centro Universitário Maria Antônia, em São Paulo, a exposição Coletivo - arquitetura paulista contemporânea.

A mostra agrupa o trabalho de sete escritórios paulistanos, todos formados na FAU/USP entre meados de 1980 e 1990 - são eles, Andrade Morettin, Angelo Bucci, Álvaro Puntoni, MMBB, Núcleo de Arquitetura, Projeto Paulista e Una Arquitetos.

Segundo Guilherme Wisnik, eles são "ligados por um fio geracional" que "se define como grupo". E mais: possuem "afinidades que têm como termo comum, uma adesão afirmativa ao 'desenho' humanista defendido por Artigas como instrumento de atuação social do arquiteto."

Parece que querem ressuscitar antigos ideais. Será que vai dar certo?

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