19 fevereiro 2008

O importante são os amigos...

Apesar de ambientado em São Paulo em 1989, Queridos Amigos - mini-série de Maria Adelaide Amaral que estreou ontem na Globo - tem como cenários casas cariocas.

Primeiro, fazendo uma pequena ponta, a surpresa foi a residência projetada por Angelo Bucci em Santa Tereza, que ganhou prêmio na 7ªBia. Na mini-série, é a casa do personagem Benny (vivido pelo ator Guilherme Weber).
Mas a estrela dos primeiros capítulos da mini-série é a fantástica casa de Edmundo Cavanelas, em Pedro do Rio, Petrópolis. Com jardins de Burle Marx e esculturas de Alfredo Ceschiatti (original) e de Rubens Gerchman (produção da mini-série) , a casa foi projetada por Oscar Niemeyer em 1954 (veja cenas com a casa no trailer). Na ficção, contudo, a casa fica na serra da Cantareira é a residência-refúgio do personagem Léo, vivido por Dan Stulbach. A trama começa pois Léo, com sintomas de esclerose múltipla, decide reunir os amigos para uma espécie de despedida.
Curioso que, para ambientar sonhos de uma geração pós-ditadura militar, usaram um ícone da geração anterior... Qual o seria o ambiente doméstico desta geração? O brutalismo? Ou o pau-a-pique?

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12 dezembro 2007

Bia no balanço...

Não, este post não é sobre as preferências de minha sobrinha no parquinho... Comento, ainda, a 7ª Bienal Internacional de Arquitetura (7ª BIA). Ontem Mario Gioia, na Folha (não está disponível no UOL), avaliou positivamente a mostra, uma coisa maravilhosa etc etc (foi só elogiar o rapaz outro dia para ele pisar na bola...); hoje, no Estadão (também sem net), Fernando Serapião desanca o evento, e argumenta que falta curador (só faltou se candidatar...) etc etc. A chapa tá quente...

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30 novembro 2007

A Lina é melhor do que o Paulinho?

Depois de ter sido ignorado na premiação do IAB/SP, o Museu Rodin, em Salvador - criado pelo Brasil Arquitetura - foi o grande vencedor do prêmio da Bienal deste ano. Anunciado ontem à noite, o prêmio da exposição geral de arquitetos destacou com o 2° lugar da categoria projeto executado o Programa Praça Escola, de Nova Iguaçu, realizado pelos cariocas Washington Fajardo (blogueiro! e secretário Adjunto de Projetos Urbanos da cidade), Adriana Sansão, Pedro Évora e Raul Bueno; e quatro menções honrosas: casa na Vila Romana (Fernando de Mello Franco, Marta Moreira e Milton Braga); estúdio fotográfico na Vila Beatriz (André Vainer e Guilherme Paoliello); residência Pouso Alto (Newton Massafumi Yamato e Tânia Regina Parma, que já havia ganho a premiação do IAB/SP de 2004); e casa em Santa Tereza (Angelo Bucci).

Já na categoria projeto não executado, vexame para o IAB/SP e saia justa: ganhou o projeto vencedor do concurso do minhocão, do Zé Alves e da Juliana Corradini, cujo concurso o Instituto desaconselhou seus filiados de participar. Agora, num evento promovido pelo IAB, a proposta é aclamada vencedora! Que chato, heim? E o segundo prêmio da mesma categoria foi para o projeto do papai - ops! -, quer dizer, a Reurbanização Mooca Ipiranga, do Una (que tinha passado em branco na premiação do IAB 2006, perdendo para o Hector...).

Moral da história: quem espera, sempre alcança. Ou então, água mole, pedra dura...

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28 novembro 2007

Go back

Olá, patuléia! Pensaram que eu tinha partido, heim? Nada. Só merecidas férias entre sequoias e ursos - algumas semanas -, e deserto e cactos, em outras. Pouca arquitetura, quase só descanso.

Mas, e por aqui? Perdi alguma coisa importante da nossa província? Algum lançamento de livro importantíssimo - de referência - que ninguém leu? Perdi alguma palestra com algum desconhecido? E o Niemeyer? Já morreu?

Estou rapidamente colocando-me a par da situação - jornais, revistas, internet etc. Mas e a bienal, heim? Que coisa! Que fiasco! Para quem ainda não foi, e esperava ver boas mostras de Steven Holl, Mathias Klotz etc, sugiro comprar um livro deles e ficar em casa. É isso: a melhor coisa da bienal são as livrarias! Ao que parece, os curadores desta edição anteciparam a proposição do Ivo Mesquita, responsável pela próxima bienal de artes: ele fizeram do pavilhão um grande vazio. Só que de idéias...

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