19 agosto 2008

Virado à paulista

O Futagawa trabalhou rápido: para quem interessar possa, já está no prelo a edição 106 da GA House, dedicada ao Brasil.

Na capa, a já comentada aqui casa em Santa Tereza, de Angelo Bucci - o destaque da edição, que incluiu uma conversa entre o editor e o homem de Orlândia e a casa de Carapicuíba. No mais, tem de tudo um pouco: tutu de feijão, bistecas, linguiças, bananas fritas, ovos, couve e torresmo. Ou seja, um verdadeiro virado à paulista. Para começar, um ensaio geral de Futagawa sobre a arquitetura brasileira. Depois, as casas: Paulinho no Butantã, Andrade Morettin na praia, MMBB na Vila Romana, Nitsche em Iporanga, Gesto e sua casa premiada e a morada de Acayaba.

Quebrando a regra (ou, para alguns, azedando o tempero), o único não paulista da lista é Fernando Rihl e sua indefectível casa fatia. Eu só não entendi quem é o banana nesta história...

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19 fevereiro 2008

O importante são os amigos...

Apesar de ambientado em São Paulo em 1989, Queridos Amigos - mini-série de Maria Adelaide Amaral que estreou ontem na Globo - tem como cenários casas cariocas.

Primeiro, fazendo uma pequena ponta, a surpresa foi a residência projetada por Angelo Bucci em Santa Tereza, que ganhou prêmio na 7ªBia. Na mini-série, é a casa do personagem Benny (vivido pelo ator Guilherme Weber).
Mas a estrela dos primeiros capítulos da mini-série é a fantástica casa de Edmundo Cavanelas, em Pedro do Rio, Petrópolis. Com jardins de Burle Marx e esculturas de Alfredo Ceschiatti (original) e de Rubens Gerchman (produção da mini-série) , a casa foi projetada por Oscar Niemeyer em 1954 (veja cenas com a casa no trailer). Na ficção, contudo, a casa fica na serra da Cantareira é a residência-refúgio do personagem Léo, vivido por Dan Stulbach. A trama começa pois Léo, com sintomas de esclerose múltipla, decide reunir os amigos para uma espécie de despedida.
Curioso que, para ambientar sonhos de uma geração pós-ditadura militar, usaram um ícone da geração anterior... Qual o seria o ambiente doméstico desta geração? O brutalismo? Ou o pau-a-pique?

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30 novembro 2007

A Lina é melhor do que o Paulinho?

Depois de ter sido ignorado na premiação do IAB/SP, o Museu Rodin, em Salvador - criado pelo Brasil Arquitetura - foi o grande vencedor do prêmio da Bienal deste ano. Anunciado ontem à noite, o prêmio da exposição geral de arquitetos destacou com o 2° lugar da categoria projeto executado o Programa Praça Escola, de Nova Iguaçu, realizado pelos cariocas Washington Fajardo (blogueiro! e secretário Adjunto de Projetos Urbanos da cidade), Adriana Sansão, Pedro Évora e Raul Bueno; e quatro menções honrosas: casa na Vila Romana (Fernando de Mello Franco, Marta Moreira e Milton Braga); estúdio fotográfico na Vila Beatriz (André Vainer e Guilherme Paoliello); residência Pouso Alto (Newton Massafumi Yamato e Tânia Regina Parma, que já havia ganho a premiação do IAB/SP de 2004); e casa em Santa Tereza (Angelo Bucci).

Já na categoria projeto não executado, vexame para o IAB/SP e saia justa: ganhou o projeto vencedor do concurso do minhocão, do Zé Alves e da Juliana Corradini, cujo concurso o Instituto desaconselhou seus filiados de participar. Agora, num evento promovido pelo IAB, a proposta é aclamada vencedora! Que chato, heim? E o segundo prêmio da mesma categoria foi para o projeto do papai - ops! -, quer dizer, a Reurbanização Mooca Ipiranga, do Una (que tinha passado em branco na premiação do IAB 2006, perdendo para o Hector...).

Moral da história: quem espera, sempre alcança. Ou então, água mole, pedra dura...

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13 março 2007

Boxe de arquitetos?


Façam suas apostas. Niemeyer versus Mendes da Rocha? Ohtake contra Botti? Ou Biselli versus Bucci? Ou então Roberto Candusso contra Júlio Neves? Calma, ainda não divulgaram os nomes, mas haverá uma seletiva de boxe para os Jogos Pan-Americanos na Associação dos Engenheiros e Arquitetos do ABC! Quem deu a notícia foi o Repórter Diário.
O evento acontecerá entre 21 e 24 de março. Já comprei os ingressos mesmo não sabendo quem lutará contra quem...

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19 dezembro 2006

Prêmios, prêmios...


Ontem à noite foi divulgado, no Masp (meio vazio), o resultado da premiação do IAB/SP. Algumas surpresas. Bom, Marcelo Suzuki ganhou o prêmio Rino Levi como o Fórum de Cuiabá (imagem que ilustra o post), que havia passado quase incógnito pelo júri da 6ª BIA - que premiou a escola do FDE do MMBB e uma praça particular de Isay Weinfeld.

Outro inesperado resultado do prêmio IAB/SP, que deve ter causado uma úlcera em alguns projetistas: a escola particular de Biselli e Katchborian, que subverte a espacialidade do brutalismo paulista, ganhou das propostas públicas de Bucci/Puntoni e de Ubyrajara Gilioli, que ficaram em segundo plano, com menções honrosas.

Já o Museu Rodin - que inaugura hoje e ganhou um prêmio na Argentina e outro na Bienal de Brasília - não tem valor nenhum para o júri do IAB/SP...

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01 setembro 2006

Qual é a sua turma?

Abriu ontem, no Centro Universitário Maria Antônia, em São Paulo, a exposição Coletivo - arquitetura paulista contemporânea.

A mostra agrupa o trabalho de sete escritórios paulistanos, todos formados na FAU/USP entre meados de 1980 e 1990 - são eles, Andrade Morettin, Angelo Bucci, Álvaro Puntoni, MMBB, Núcleo de Arquitetura, Projeto Paulista e Una Arquitetos.

Segundo Guilherme Wisnik, eles são "ligados por um fio geracional" que "se define como grupo". E mais: possuem "afinidades que têm como termo comum, uma adesão afirmativa ao 'desenho' humanista defendido por Artigas como instrumento de atuação social do arquiteto."

Parece que querem ressuscitar antigos ideais. Será que vai dar certo?

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