08 janeiro 2009

Delighting...

Como antecipou com um ano de antecedência este blog sabichão, já está disponível o primeiro box da coleção completa da lendária revista de arquitetura Arts & Architecture, editada na Califórnia. Seguindo os passos do que fizeram com o Domus (que agora pode ser comprada por volumes), a Tashen dá mais uma prova de competência editorial.

Greg Goldin, crítico de arquitetura do L.A. Times, na resenha que escreveu diz que "esta edição fac-símile do Arts & Architecture foi feita de forma invulgar. Em vez de uma compilação, cada edição foi reimpressa individualmente. Ao folhear, você terá a sensação semelhante a experiência original de encontrar a revista quando chegou por correio de segunda classe (na contra-capa de algumas edições, há etiqueta endereçada ao 'senhor Julius Shulman', como que para provar a autenticidade do reprint)."

O ponto alto da revista foi ter inventado o programa Case Study House - das quais foram construídas 26 - que propunham um novo modelo de casa norte-americana para o pós-guerra. O desafio era construir moradias com boa arquitetura por menos de 10 dólares/pé quadrado. São 10 volumes, mais de 6.000 páginas que contemplam 118 edições, que circularam entre 1945 e 1954. Ou seja, parte do período áureo da publicação, no tempo em que foi dirigida por John Entenza. Está prometida para o ano que vêm outro box, com a reimpressão de 1955 a 1967.

Quanto custa? 700 dólares. Na Amazon está com desconto: por módicos 441 dólares (mais frete) você terá ela em casa. Uma dica: neste caso, vale muito a pena, pois como é uma box, eles cobram o frete como se fosse só um volume. Mas corram: foram produzidos somente 5.000 cópias. Pela minhas contas, somente uns 15 brasileiros devem comprar...

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09 agosto 2007

Hitler e o efeito Guggenheim

Vocês leram esta entrevista com Deyan Sudjic no El Pais? O crítico de arquitetura do The Observer (além de ser fundador da revista Blue Print, ex-editor da Domus e curador da Bienal de Arquitetura de Veneza em 2002), ele publicou em 2005 um livro que relaciona arquitetura e poder (The Edifice Complex: how the rich and powerful shape the world).

Na entrevista, ele comenta trechos do livro, como o que revela Hitler como inventor do efeito Guggenheim. Diz também boas frases, como, por exemplo: "quem compra um escritório e não um projeto pode acabar adquirindo uma caricatura". Em outra, ele repete o Pensamento alencastrino (1) : "Parece que [os arquitetos] não podem dizer não". Vale ler.



PS: hoje é uma data histórica! Um ano de Blog do Alencastro! Acharam que eu ia perder esta festa! (serviço: quem estiver em São Paulo, a festa vai ser no Balcão; para a galera do Rio, o encontro é no Braca. Nos vemos lá!)

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22 junho 2007

Moby Dick

Dei a notícia no post de 20 de março. Agora, apresento a imagem, via Domus. Trata-se do pavilhão Serpentine deste ano, desenhado pelo Snøhetta. Bom, parece que não é só o Steven Holl que se inspira em Herman Melville...

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23 janeiro 2007

Olá!

E aí, macacada? Tudo bem?

Bom, estou de volta... Achei que voltaria no início de janeiro, mas não deu. Tive um compromisso inadiável na capital do mundo e emendei mais duas semanas.

Bom, entre outras coisas, de lá eu trouxe a coleção da Domus feita pela Taschen. É imperdível ! (é melhor encomendar pela Amazon do que trazer no lombo, afinal, são quase 7 mil páginas!). Os livros vem em duas caixas e são muito pesados. O preço é salgado, 600 dólares, mas vale cada centavo.

A edição é feita com o melhor do que foi publicado, inclusive alguns anúncios. Várias capas também foram reproduzidas. Vi tudo em dois dias! Do Brasil? Pouca coisa. O mais notável, para variar, é Niemeyer, que ilustra uma das capas, com um projeto na Itália. E a Taschen parece que gostou do resultado: já estão anunciando que farão o mesmo com outras revistas. Qual é a próxima? Arts & Architecture.

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11 dezembro 2006

Domus em mudança

Depois de terminar os três anos de contrato, Stefano Boeri está deixando a edição da Domus. O convocado para assumir o posto de editor é Flavio Albanese, que assume a direção da revista em janeiro. Albanese lidera o escritório ASA Studio Albanese, sediado em Vicenza, que realiza renovações em edifícios históricos.

Ele ainda não definiu uma linha editorial, mas revelou que gostaria dar mais espaço para temas teóricos e políticos. "Eu não irei mudar necessariamente tudo, a Domus é uma bela revista e, como diz o provérbio, não se pode jogar o bebê junto com a água suja da banheira", relatou.

Que frase banal, heim? Será que ele aguenta o tranco?

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18 outubro 2006

Chapéu de sol

Sombra! Foi este o resultado do trabalho de um grupo de estudantes da Architectural Association (AA), de Londres, que foram ao Recife para fazer um workshop.

Omid Kamvari, Asif Amir Khan e Pavlos Sideris estiveram no Brasil em abril e desenvolveram o trabalho junto com André Moraes, Cynthia Pereira e Adryana Rozendo, estudantes da Universidade Federal de Pernambuco.

O trabalho consiste em tendas que cobrem a rua São José, na favela do Pilar, e foi publicado no site da Domus. A montagem durou apenas quatro horas, sem mão de obra especializada e custou menos de 300 reais. Segundo o texto da Domus, "surpreendentemente, o projeto foi bem aceito pela população que não apenas usa o espaço mas também mantém a estrutura, fazendo os reparos necessários".

Os autores querem agora montar um kit de auto-construção para que os próprios moradores possam construir outras...sombras. Legal, não?

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16 outubro 2006

Oliveira o quê?

Depois de ser publicada na capa da revista Projeto (edição 317, julho de 2006), uma casa no interior de São Paulo ilustra agora as páginas da Domus (edição 896, outubro de 2006).

Trata-se de uma façanha e tanto, ainda mais para um iniciante. O autor da proeza é Eduardo de Oliveira Rosa, que, informa a Projeto, formou-se na "FAU/USP em 1995 e concluiu mestrado pela faculdade Bartlett, de Londres, em 1997, quando passou a atuar como arquiteto autônomo na capital inglesa. É professor de projeto na mesma instituição desde 1998. Tem projetos construídos na Inglaterra e em outros países da Europa".

Os textos divergem bastante; julgo o italiano melhor. As fotos, no entanto, são as mesmas, tiradas por Leonardo Finotti.

Oliveira Rosa, apesar de ter se formado aonde se formou, parece que resistiu aos encantos da escola paulista. No primeiro momento, isso é o que é interessante no projeto: ele foge das nossa muletas projetuais...

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22 agosto 2006

Revista em coleção

A Taschen está lançando uma compilação da revista Domus. São 12 volumes e quase sete mil páginas com as melhores matérias publicadas entre 1928-1999.

O preço? 600 dólares.

São mais de 60 anos de publicação! No Brasil, a revista que durante mais tempo foi publicada é a extinta Acrópole, por 33 anos.

Qual será a revista de nossa época que, se compilada daqui há 60 anos, vai causar emoção em nossos netos? A própria Domus? A AV? A El Croquis? E o que dizer das nacionais?

Façam suas apostas.

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10 agosto 2006

Play-ground de arquitetos

A China é a nova fronteira da arquitetura. O ritmo frenético do crescimento do país é acompanhado pelas novas construções. A mídia internacional publica com interesse os prédios construídos no país - em vista a informar os leitores mundo a fora e conquistar o mercado local.

A italiana Domus, por exemplo, acaba de criar uma versão em chinês. Na edição 894 (de julho/agosto de 2006), há destaque para o Jinhua Architecture Park, quase, em metáfora ao próprio país, um play-ground de arquitetos.

O espaço foi criado em homenagem ao poeta Jinhua, "exilado por razões políticas pelo partido comunista por mais de 20 anos, mas depois reconhecido, após sua morte, com importante figura da cultura chinesa", relata Ai Wei Wei, coordenador do projeto em entrevista a Hans Ulrich Obrist. Wei Wei, que trabalhou com Herzog & de Meuron no projeto do estádio olímpico, convidou os suíços para criarem a seis mãos o programa e o master plan do parque.

Foram convidados 16 arquitetos e designers, entre chineses e estrangeiros, para desenharem diferentes pavilhões ao longo da área, implantada as margens do rio Yiwu. Um dos espaços foi criado por Wei Wei e outro por H&dM, ilustrado na foto do post (ao fundo da imagem, o espaço do mexicano Fernando Romero, uma casa de chá-ponte).

A estratégia de criação do parque é a mesma utilizada em bens industrializados pelos chineses: trabalham em conjunto com os estrangeiros até adquirir know-how; depois, fazem criam produtos mais baratos e acabam com o mercado estabelecido, graças a mão de obra barata.

Resta saber qual será o resultado desta pirataria intelectual na arquitetura.

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