10 agosto 2006

Play-ground de arquitetos

A China é a nova fronteira da arquitetura. O ritmo frenético do crescimento do país é acompanhado pelas novas construções. A mídia internacional publica com interesse os prédios construídos no país - em vista a informar os leitores mundo a fora e conquistar o mercado local.

A italiana Domus, por exemplo, acaba de criar uma versão em chinês. Na edição 894 (de julho/agosto de 2006), há destaque para o Jinhua Architecture Park, quase, em metáfora ao próprio país, um play-ground de arquitetos.

O espaço foi criado em homenagem ao poeta Jinhua, "exilado por razões políticas pelo partido comunista por mais de 20 anos, mas depois reconhecido, após sua morte, com importante figura da cultura chinesa", relata Ai Wei Wei, coordenador do projeto em entrevista a Hans Ulrich Obrist. Wei Wei, que trabalhou com Herzog & de Meuron no projeto do estádio olímpico, convidou os suíços para criarem a seis mãos o programa e o master plan do parque.

Foram convidados 16 arquitetos e designers, entre chineses e estrangeiros, para desenharem diferentes pavilhões ao longo da área, implantada as margens do rio Yiwu. Um dos espaços foi criado por Wei Wei e outro por H&dM, ilustrado na foto do post (ao fundo da imagem, o espaço do mexicano Fernando Romero, uma casa de chá-ponte).

A estratégia de criação do parque é a mesma utilizada em bens industrializados pelos chineses: trabalham em conjunto com os estrangeiros até adquirir know-how; depois, fazem criam produtos mais baratos e acabam com o mercado estabelecido, graças a mão de obra barata.

Resta saber qual será o resultado desta pirataria intelectual na arquitetura.

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