
Esbarrando no tema '11 de setembro', a
New Yorker da primeira semana de setembro - a chamada the style issue - trás, entre outras coisas, um perfil enorme de Santiago Calatrava, onde ele fala da estação que desenhou para o ground zero. Leiam um trecho, que ele descorre sobre as mudanças em seu projeto:
"'Eu acho isso um absurdo, mas não é meu trabalho educar as pessoas', ele me disse. Parte da grandeza do desenho foi perdida, mas, para ele, 'é como se você estivesse fazendo uma pintura. Você encontra partes inacabadas em algumas telas de Rembrandt".
De uma forma geral, o texto da jornalista Rebecca Mead é interessante (e deu trabalho): nas dez páginas da revista impressa (na internet são nove) ela conta a trajetória de Calatrava, o dia-a-dia do arquiteto, mostra a opinião dos clientes - que, de forma geral, o endeusam -, revela o processo criativo em aquarela, fala sobre inspirações etc etc. Ela foi a Milwaukke, conversou com Calatrava no escritório e na casa dele em Nova York, foi também Valência, Espanha, na casa e no escritório do artista. Outro trecho, também falando sobre a estação (que não é o principal assunto):
"'Eu não sou uma marca. Isto é uma marca', disse-me certa vez apontando para o seu relógio, um Patek Philippe. ( Era um modelo 'Calatrava', fabricado pela primeira vez em 1932. Calatrava possui três deles, todos presenteados pelos filhos)".
Apesar da boa vontade do texto, ele não foi capaz de mudar minha opinião sobre a arquitetura de necrotério que ele faz.
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