07 janeiro 2009

Obama e o fim do star systems?

Com a correria de dezembro, não comentei nada sobre este artigo de Nicolai Ouroussoff - crítico do NYT - publicado dia 19 passado. Na calmaria de janeiro, vamos ao assunto. O autor começa com uma bomba: "Quem sabia há um ano que nós estávamos perto do final de uma das épocas mais delirantes da história arquitetônica moderna?". A tese é interessante. Segundo o raciocínio de Ouroussoff, "antes do cataclisma financeiro, a profissão parecia estar no meio de um grande renascimento. Arquitetos como Rem Koolhaas, Zaha Hadid, Frank Gehry, e Jacques Herzog e Pierre de Meuron, antes considerados muito radicais para o mainstream, foram celebrados como grandes figuras culturais".

Mais a frente, o crítico afirma: "mas em algum lugar do caminho a fantasia se transformou de forma errada. Como milhares de encargos de luxuosas torres residenciais, lojas de grife e escritórios corporativos em cidades como Londres, Tóquio e Dubai, projetos socialmente conscientes raramente foram realizados. Habitações públicas, um dos pilares do modernismo do século 20, foram deixados fora da ordem do dia. Também não foram realizadas escolas, hospitais ou infra-estrutura pública".

Comentando os projetos recentes dos arquitetos do star-systems em Nova York (Herzog & de Herzog, Daniel Libeskind, UNStudio, Koolhaas e Foster), ele afirma que "em conjunto estes projetos ameaçaram transformar o skyline da cidade em uma tapeçaria de ganância individual".

Bom, mas onde entra o Barack Obama nesta história? No último trecho do texto, o crítico do NYT diz que seria negativo que alguns edifícios em curso não fossem construídos. E mais: "se a recessão não matar a profissão, ela pode trazer alguns efeitos positivos a longo prazo para a arquitetura norte-americana. O presidente eleito Barack Obama prometeu investir fortemente na infra-estrutura, incluindo escolas, parques, pontes e habitações públicas". E diz que poderia haver um "redirecionamento dos nossos recursos criativos". Ou seja, aproveitando as estrelas em obras de programas mais significativos. E conclui: "esse é o meu sonho".

Mas tal provocação não passou em branco. Dois dias após a publicação surgiu a primeira resposta. Ela foi escrita por Cameron Sinclair e Kate Stohr (fundadores do Architecture for Humanity), que trabalham justamente na área que Ouroussoff quer ver o star-systems atuando. E na longa resposta deles, maior que o texto do NYT, eles escrevem algo como: "não vem não - isso aqui tem dono. Sai fora star-systems, o Obama é nosso".

E ai? O Obama é de quem?

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19 setembro 2008

Será?

Ontem, representantes do Foster, do Herzog & de Meuron, do Pelli e do Koolhaas estiveram conversando com João Sayad sobre os destinos da antiga rodoviária, que o governo estadual de São Paulo pretende transformar em Teatro de Dança. Quem deu a notícia foi a Sonia Racy, em sua coluna de hoje (não disponível na net).

Eu, sinceramente, não sei o que o Pelli esta fazendo no meio desta turma. O Foster, tenho dúvidas. Mas uma coisa é certa: pela fachada existente, o projeto está mais para o Koolhaas, não acham? Ou será que é a Prada do Herzog?

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15 junho 2007

Demolindo Koolhaas

Olha ai: se Koolhaas ainda não arrumou um crítico demolidor o bastante para destruír suas idéias, parece que elas estão caindo de podre. Segundo o jornal holandês NRC Handelsblad , a prefeitura de The Hage está considerando demolir o teatro de dança, primeiro grande projeto de Koolhaas, pois, depois de 20 anos, consome muito dinheiro em manutenção. Moral da história: é mais barato construir outro.

E ai, Koolhaas merece ou não merece ser demolido?

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05 dezembro 2006

The voice (2)


Quer ouvir outros arquitetos falando? Agora é a vez de Harvard colocar na web algumas conferências realizadas na Graduate School of Design. Entre as 15 palestras disponibilizadas, destacam-se as de Rem Koolhaas, Jan Kaplicky (Futures Systems) e Ben Van Berkel (UN Studio).

Serão estas as vozes da contemporaneidade?

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27 novembro 2006

O vôo solo do Sussekind do Koolhaas

Se Oscar Niemeyer conta com o engenheiro José Carlos Sussekind para colocar suas ideias de pé (antes era o poeta Joaquim Cardozo), Rem Koolhaas tem Cecil Balmond para lhe auxiliar.

Nicolai Ouroussoff publicou no NYT de ontem longa reportagem sobre ele, que acaba de ver concluído seu primeiro projeto solo - uma ponte de pedestres em Coimbra, Portugal.

Nascido em 1943 no Sri Lanka, Balmond mudou-se do país por causa da guerra civil. Sua família foi para a Nigéria e, em seguida, ele transferiu-se para a Inglaterra para estudar engenharia.

Em 1968 começou a trabalha no escritório Ove Arup, em Londres, na época em que desenvolviam a Ópera de Sydney. Hoje comanda o escritório e já realizou trabalhos para, entre outros, James Stirling, Philip Johnson, Daniel Libeskind, Toyo Ito e Alvaro Siza. E também para o próprio Niemeyer (com Sussekind!), no projeto do pavilhão da galeria Serpentine, em 2003.

Mas e o Sussekind? O que faria se fosse projetar algo sozinho?

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24 novembro 2006

A lista (2)

Agora foi a vez da Time criar uma lista, que é matéria de capa da edição européia de 13 de novembro (Vol. 168, No. 21). Só que esta é diferente. Intitulada 60 Anos de Heróis, a lista foi organizada, segundo a própria revista, tendo como critério a escolha de personagens que nos últimos 60 anos ajudaram "a fazer um mundo melhor". Ou seja, uma lista de heróis da história recente da humanidade.

São 60 as personalidades escolhidas, subdivididas em três categorias de heróis, por vezes contraditórias: "Rebeldes e líderes", "Inspirações e exploradores" e "Negócios e culturas".

Se na primeira categoria estão, por exemplo, Nelson Mandela, Lech Walesa e Margaret Thatcher, na segunda figuram princesa Diana, Martina Navratilova, João Paulo II e Madre Tereza de Calcutá.

Mas adivinha qual o único arquiteto de toda a lista, incluído na terceira categoria, junto com, entre outros, The Beatles, Pablo Picasso e Francis Bacon? O intrépido holandês! Ele mesmo, Rem Koolhaas! "Fazer um mundo melhor"? Koolhaas??

De duas uma: ou a Time não entendeu nada da obra dele ou quem não entendeu fui eu!

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16 novembro 2006

China em Nova York


Começou ontem no MoMA de Nova York uma exposição sobre o prédio da China Central Television Headquarters (CCTV) criado por Ole Scheeren e Rem Koolhaas. A mostra ficará aberta até 26 de fevereiro.

O prédio, atualmente em construção, tem tudo para ser um dos grandes ícones arquitetônicos desta década, e irá rivalizar com o estádio olímpico do Herzog & de Meuron pelo título de marco da Olimpíada de Beijing, programada para 2008.

Mas eu fico pensando cá com meus botões: o quê o companheiro Mao Tse-tung pensaria disso tudo, heim?

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31 outubro 2006

Mais um para a gaveta...

A novela da ampliação do Whitney Museum of American Art, em Nova York, ganha mais um capítulo. É isso que informa a matéria de hoje do NYT. Há mais de um ano, a instituição briga com a municipalidade para aprovar o projeto de Renzo Piano. Agora, depois de aprovada, a ampliação foi cancelada.

Criado em 1966 por Marcel Breuer (que aparece na imagem que ilustra o post na obra, ao lado de Jack Kennedy), o Whitney já foi objeto de outros projetos de ampliação: em 1985, Michel Graves criou uma proposta e, em 2003, Rem Koolhaas desenvolveu outra.

Ao que parece, o projeto de Piano será abandonado em função do custo da operação (orçada em 200 milhões de dólares) em relação a área de exposição que eles desejam. No projeto do italiano, a área expositiva seria ampliada em 20 mil pés quadrados e a instituição gostariam de atingir 30 mil.

Em contrapartida, há a possibilidade de construção de um satélite do Whitney sob uma via de trêm elevada desativada, dentro do projeto já denominado de High Line. O espaço tem 45 mil pés quadrados.

A Dia Art Fundation, que estava liderando a proposta de ocupação da área sob a linha de trêm anunciou, em outra matéria no NYT (publicada em 25 de outubro), que estaria abandonando o projeto - que seria desenhado por Diller Scofidio em colaboração com o escritório Renfro.

De qualquer forma, o projeto de Piano para o Whitney parece que foi para o vinagre...

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06 setembro 2006

Encurralando Koolhaas

Uma entrevista de 24 horas. Isso mesmo: 24 horas! Foi isso o que foi realizado, dia 29 de agosto passado, na galeria Serpentine, em Londres.

No centro das atenções, Rem Koolhaas, o agitado arquiteto holandês, que projetou o pavilhão temporário recém inaugurado em Londres. "Estamos exaustos", declarou o arquiteto, depois de horas de perguntas.

Além de Koolhaas, também foi entrevistado Hans Ulrich Obrist, historiador de arte e autor de inúmeras entrevistas (publicadas na Domus e em uma interessantíssima publicação). Estavam na platéia, entre outros, Zaha Hadid, David Adjaye e Charles Jencks. Leia a matéria sobre a 'entrevista 24 horas' na revista Metropolis, que foi para o hoje no ar.

Quem será, por aqui, que teria tanta coisa para falar? E quem se habilita a ouvir...

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