14 novembro 2008

"Papel? O que é isso, papai?"

Qualé? Tá sem dinheiro por causa da crise? É tarado por arquitetura? É viciado em tecnologia e não liga muito para coisas impressas? Então, esta novidade foi feita sobre medida para você: a El Croquis acaba de lançar versões digitais de suas publicações. Isso mesmo. Ou seja, ao invés de pagar 84,81 euros pela edição sobre o Sanaa (n° 139), você pode pagar 9 míseros euros pelo mesmo conteúdo! Já pensou?

Gostou? O único problema é que, por enquanto, só há duas edições disponíveis. Além do Sanaa, há o n° 140, dedicado ao Siza que custa 7 euros.

Será que a moda pega?

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15 agosto 2008

O próximo Pritzker?

O assunto da semana no meio arquitetônico paulista foi a exposição da Sejima e seu partner em São Paulo. A exposição é composta basicamente de maquetes grandes, realizadas por estudantes da USP. Na abertura de ontem, vejam você, até o Paulinho estava na fila do beija-mão.

Neste exato momento, estou postando, via celular, da concorrida palestra no Instituto Tomie Ohtake. Mais tarde, há outra na FAU/USP. Depois, se valer a pena, comento.

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28 abril 2008

Casa das Conôa, né?

Você já viu uma obra da Sejima de perto? Não? Bom, ela está mais perto do que nunca: é só correr até o parque do Ibirapuera para ver uma instalação do Sanaa. Apresentada no Mam, a exposição - “Quando vidas se tornam forma: um diálogo com o futuro – Brasil-Japão” - faz parte das comemorações do centenário da imigração japonesa e fica em cartaz até 22 de junho.

Tudo bem: não é o New Museum, mas fazer o quê?

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28 março 2007

Perdi...

Acabaram os 15 minutos de fama do Paulinho... E eu, que apostei na Segima, me dei mal. O Pritzker 2007 foi para Richard Rogers (na imagem, em foto de Julius Shulman).

Merecido, mas já passado. Ele foi um grande arquiteto, nos anos de 1970... O Pompidou acaba de completar 30 anos de inauguração!

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27 outubro 2006

"and the winner is..."

Para a próxima edição, o Pritzker terá três novos membros no júri: Shigeru Ban, Toshiko Mori (autora da casa que ilustra o post) e Renzo Piano. Os três se juntam a Lord Peter Palumbo, Balkrishna Vithaldas Doshi, Rolf Fehlbaum, Carlos Jimenez, Victoria Newhouse e Karen Stein. Frank Gehry, que julgou a edição passada, não integra mais o elenco.

Com dois arquitetos de origem nipônica, será que teremos um prêmio japonês? O último prêmio para o Japão foi em 1995, para Tadao Ando (além dele, ganharam Kenzo Tange, em 1987, e Fumihiko Maki, em 1993). E com três mulheres, será que a grande candidata é Kazuyo Sejima? A única que ganhou até agora foi Zaha Hadid, em 2004. Bom, saberemos só em abril...

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28 agosto 2006

Up to day 4

Uma pequena entrevista dos badalados arquitetos do SANAA, publicados no site Designboom. O S é de Sejima e N é de Nishizawa. Meio bobinha, espero que seja a tradução mal feita...

Qual é o melhor momento do dia?
S: Pouco antes de ir dormir, quando tudo está finalizado!

Que tipo de música vocês estão ouvindo no momento?
S: Clássica.

Vocês escutam rádio?
S: Não.

Que livros você tem em seu criado mudo?
S: Livros não, só revistas.

Qual sua preferência no mundo da moda?
S: Eu geralmente uso 'commes des garcons'.

Que tipo de roupa você usa?
S: Nenhuma em particular; o que eu preciso usar, eu uso.

Você tem algum animal de estimação?
S: Não.

Quando você era criança, você desejava ser arquiteto?
N: Eu nunca imaginei que seria um arquiteto.
S: Eu também Não.

N: Ela queria ser uma avó! Engraçado! As avós sempre parecem...
S: Elas são relaxadas
N: Felizes e relaxadas.
S: Sim, quando eu era criança eu realmente queria ser uma avó.
N: Sentar no terraço e aproveitar o sol.

Onde vocês trabalham seus projetos?
S: No escritório, basicamente.

Qual projeto lhe deu maior satisfação?
N: Todos os projetos nos trazem satisfação e reflexão. E nós precisamos desta duas coisas para dar o próximo passo.

Qual o tipo de programa que vocês mais gostam de trabalhar?
S: Escola, mas nós nunca tivemos esta experiência.
N: Sim, ela gostaria de fazer um edifício público para crianças.
S: Ele gostaria de fazer uma igreja.

Vocês discutem seu trabalho com outros arquitetos?
N: Sim, na sociedade japonesa, nós sempre organizamos debates, 'oficialmente' entre outros arquitetos, e nós tentamos criticar uns aos outros...
S: E é usual fazerem algumas críticas.
N: Sim, em encontros de arquitetura, ou em simpósios. Mas as vezes fazemos isso em bares...para elogiar uns aos outros (risos).

Defina seu estilo, como se fosse um amigo descrevendo ele...
N: Coerente, consistente, sempre fazendo a mesma coisa. Um de nós tem a grande capacidade de preocupar-se em como criar uma relação entre dentro e fora, é muito importante para nós falar sobre isso.
S: E também as proporções. Eu acredito não em 'boa proporção' mais em escala e como isso se dispõe na área. Quando usamos vidro ou uma pela ou uma parede de concreto, isso depende, na maioria das vezes, da área.

Vocês podem descrever a evolução do trabalho de vocês desde o primeiro projeto até hoje?
N: Eu não sei da onde começar, nós fundamos o escritório SANNA em 1995 e dez anos já passaram desde então. Antes disto, a maior parte de nosso trabalho era em planejamento, entro de outro tipo de organização.
S: Provavelmente, nosso interesse agora é mais em como organizar 'um programa' de um edifício - o layout dos ambientes e como as pessoas se movem lá dentro. E também nos interessamos em fazer uma relação entre o 'programa' e a área externa e como ela se ajusta a vizinhança. Em nossos projetos nós temos diferentes exigências quando os lugares são diferentes, nós tentamos achar nosso caminho.

Existe alguns arquitetos do passado que vocês apreciem?
S: Muitos.
N: Le Corbusier, Mies van der Rohe, Oscar Niemeyer. Este é o trio inesquecível para mim.

E dos que ainda estão trabalhando?
N: Frank Gehry, Rem Koolhaas, Álvaro Siza...

S: Para mim é difícil dizer alguns, existem muitos que eu gosto.

Vocês tem algum conselho para os jovens?
N: Pratiquem.
N e S: Continuem

O que vocês temem no futuro?
S: Eu sempre temo o futuro mas ao mesmo tempo eu estou olhando em busca dele. Estamos aptos para enfrenta-lo.
N: Bom, pessoalmente, estou muito preocupado com meu futuro por que eu não sei o que irá acontecer! Eu faço planos, mas não posso prever.

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Up to day 3

Entre os mais conhecidos projetos da dupla, estão a loja da Dior em Tóquio, um novo museu em Nova York e o Kanazawa Museum of Contemporary Art em Ishikawa (na foto acima), no Japão, este último publicado no Brasil pela aU.

Em entrevista a Projeto, republicada no Arcoweb, o arquiteto português Carrilho da Graça disse ser um admirador de Sejima. Leia o trecho:

No cenário internacional, qual arquitetura o senhor admira?
Gosto particularmente de Kazuyo Sejima. Vi recentemente uma exposição sobre um concurso para construção de um edifício no campus da Universidade de Los Angeles, do qual ela participou. Ela quase engolia os projetos concorrentes, na exposição parecia que estávamos vendo arquiteturas com séculos de diferença. Enquanto todos tratavam de um universo da arquitetura com paredes, janelas e escadas, como todos os lugares em que fizemos edifícios até hoje - a proposta intervém em prédios não muito interessantes no campus -, a proposta de Sejima é mais da ordem da natureza, de certa forma lembra a marquise de Niemeyer no Ibirapuera. É um edifício divertido, intenso e bonito.

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Up to day 2


Mais uma obra do SANAA (de Kazuyo Sejima e Ryue Nishizawa) está na mira da mídia internacional. Além do projeto da Alemanha, os dois acabam de concluir um novo espaço cultural em Ohio, EUA.

O Toledo Museum of Art - destaque de hoje da coluna de Nicolai Ouroussoff, no NYT - é basicamente um pavilhão de vidro que remete a indústria local - hoje inexistente - que praticamente só fabricava vidros.

Mas as imagens não são muito animadoras...

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22 agosto 2006

Up to day

A capa da Domus 895, de setembro de 2006, é o novo Zollverein School of Management and Design criado pelo escritório japonês SANAA. O projeto é pretensioso: ele pretende transformar a área em um fórum internacional de design e cultura.

O Zollverein Mining Complex, uma antiga área industrial da Alemanha declarada patrimônio da humanidade pela UNESCO em 2001, possui masterplan desenvolvido pelo OMA - que inclui novas construções, tais como a do Sanaa.

No local, já funciona um espaço de Norman Foster desde 1997. O centro de visitantes, criado pelo OMA, será em breve inaugurado.

Só se fala disto lá no Glicério.

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