27 março 2008

Caju inimigo

Lendo o noticiário atrasado, uma coisa me chamou a atenção: em breve vai ser reinaugurado o velho Pandoro - ou Panda, para os mais afetados. O bar, localizado na avenida Cidade Jardim, em São Paulo, foi durante muito tempo o ponto de encontro dos arquitetos paulistanos. mais de dez anos, contudo, estava as moscas. Por lá, batia o ponto o Pedro Paulo de Melo Saraiva e o Paulo Mendes da Rocha. Ate mesmo o Eduardo Longo, que ia de tarde, não mais aparecia.

No dia derradeiro em que o velho Pandoro fechou as portas, em julho de 2006 - lá estava o Paulinho e um de seus comparsas, tomando o ultimo whisky.

Agora, renovado por novos proprietários - e com projeto art deco caricatural de João Armentano -, o bar será reaberto. Ganha um caju inimigo quem souber o que ira decorar as paredes: caricaturas dos velhos e históricos clientes (entre eles, o Paulinho...). Se vai dar certo? Claro que vai, que com outro publico. Vai bombar alguns anos para depois fechar. Mas os velhos personagens não estaram de volta (e a nova geração prefere o Balcão...). Dou razão a eles: imaginou VOCÊ ser o tema do bar temático?

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27 setembro 2007

Livros, livros...

Outro dia, em uma livraria carioca, me deparei com um volume novo e luxuoso, sobre a obra de Eduardo Ribeiro Rocha - ops, quero dizer Edo Rocha (não sei se alguém já viu em São Paulo). Ao que parece, será lançado oficialmente em novembro na Bienal. Grande formato, capa dura, edição caprichada, textos de apresentação de peso (Eduardo de Almeida e Pedro Paulo de Melo Saraiva), enfim, tudo de bom. Ou, quase tudo. O problema é o conteúdo: um belo portfólio!

Nada contra aquitetura corporativa, mas vale um livro tão bem-feito? Para quem interessa, é claro, além da enorme vaidade do autor? Dentro, poucas surpresas. Uma delas é a imagem da proposta para o esqueleto da Eletropaulo (parece que o Arquitectonica tomou conta de tudo e o projeto de Edo foi para a gaveta...). A outra surpresa? A casa do Wesley Duke Lee em Campos do Jordão: quem diria que era do Edo?

Mas o livro do Edo (editado pela Bei) é só o trampolim deste post: o foco é o mercado editorial em si. Depois do boom dos anos 90, quando quase todos os arquitetos históricos foram brindados (ou pagaram) com luxuosos volumes, ultimamente a coisa desandou: é cada livrinho sem importância que se faz por aqui! E olha que faltam ainda algumas lacunas a serem fechadas. Quem arrisca dizer qual é a maior? Chega de livros do Niemeyer! Editores: cadê o livro do Carlos Millan? E do Salvador Cândia? Ô Márcio: cadê o livro dos irmãos Roberto, heim? E tem mais: o Borsoi, o Luiz Amorim, o Croce Aflalo & Gasperini, o Pedro Paulo de Melo Saraiva, o Eduardo Longo... E o Sérgio Bernardes, heim Thiago? E o Heep, heim Marcelo?
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Acompanhando a inutilidade de algumas publicações recentes, em breve teremos um volume com os melhores posts do Alencastro!

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