Sem emoção
Daqui a pouco teremos uma palestra de Ricardo Legorreta na Faap, em São Paulo. Ontem ele esteve no Rio, lançando um livro na Bienal. Niemeyer, que também está ganhando um livro da mesma editora, não foi. Mandou uma carta, lida pelo neto Caique.O livro não é usual: parece dois livros paralelos com uma sobrecapa que protege tudo. O texto, feito através de diversas entrevistas com o autor, é didático. Sua presença no Brasil despertou grande repercussão midiática, com direito, entre outras coisas, a quatro páginas na Veja (em matéria escrita por Thomaz Souto Corrêa, vice-presidente do conselho editorial da Abril) e matéria no Jornal da Globo de ontem. Na Veja, ele disse: "Arquitetura sem emoção não é arquitetura".
Mas a verdade é que, depois de tantos anos e de Barragán, sua arquitetura - samba de uma nota só - não emociona mais. Principalmente, quando ganha escala. Nas casas, ainda funciona. Mas nas obras de porte, na busca por formas puras, mais parece um Pei de barro colorido...
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