14 dezembro 2006

Casa Cor de arquitetos?

Esta ficando pronta a casa de Shigeru Ban em Sagaponac, condomínio idealizado por Harry Brown, situado em Hamptons - endinheirada área praiana próxima à Nova York.

A idéia do Sagaponac, pensado com a ajuda de Richard Meier, foi convidar conhecidos arquitetos internacionais - como Zaha Hadid, MVRDV, Richard Rogers e Steven Holl - para desenhar as 35 casas. Todos tiveram carta branca para criar (ou seja, sem cliente), mas dentro de um orçamento limitado (os preços iniciais de venda eram entre 750 mil e 2,5 milhões de dólares). A implantação geral é a mais careta possível, com lotes divididos de forma convencional.

As primeiras a ficarem prontas foram as das irmãs Hariri, a de Henry Cobb (ex-sócio de Pei) e a de Annabelle Selldorf. Além da casa de Ban, estão em execução outras quatro, entre elas a desenhada pelo escritório Smith-Miller+Hawkinson.

Agora, caretinha esta casa do Ban, não?

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25 setembro 2006

Um moderno entre os romanos

"Para seus admiradores, Richard Meier é o arquiteto vivo com o mais consistente portifólio; para seus detratores, ele o é o mais repetitivo". Era isso o que dizia Steve Rose em sua matéria sobre o Ara Pacis Museum, publicada no The Guardian de 1° maio.

Agora, o aguardado e polêmico projeto construído as margens do rio Tiber em Roma - a primeira obra moderna neste contexto desde Mussolini - é alvo de Nicolai Ouroussoff em sua texto de hoje no NYT.

Em relação a sua inserção urbana, o poderoso crítico do Times não gostou do que viu:

"O edifício de Meier é a expressão contemporânea do que pode acontecer quando o fetiche de um arquiteto é seu próprio estilo e não existe um senso de engrandecimento. Absurdamente fora de escala, o prédio parece indiferente a beleza nua da densa e rica textura do entorno."

Quanto a face interna, que abriga um altar com dois mil anos, ele foi mais tolerante:

"A melhor parte do edifício está no interior, em relação a cuidadosa aproximação ao altar. Logo após a entrada, por exemplo, uma grande abertura permite a entrada da luz por baixo da parede deixando o visitante, em poucos segundos, fora do mundo exterior. Em seguida, somos conduzidos ao altar, que é banhado de luz natural."

Moral da história: se nem os críticos americanos gostaram do trabalho de Meier o que dirão agora os europeus?

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