Um no cravo e outro na ferradura
Vejam só o que me mandou um ilustre leitor deste blog (sim, além dos anônimos, existem os ilustres, que me mandam mensagens pelo e-mail!). É uma reportagem sobre Niemeyer, escrita por Sue Chester, e publicada na revista inglesa Telegraph. Separei o melhor trecho, que é um depoimento de Roberto Segre sobre o MAC de Niterói, de Niemeyer. Leiam:"A área principal de exibição é circundada por janelas, tornando muito difícil apresentar pinturas pois a luz do sol causa efeito ofuscante. O espaço do segundo andar é muito escuro para exposições e a vista é interrompida pelas enormes vigas, necessárias para dar a leveza ao edifício, com imagem de flor. Não há também espaço necessário para acomodar a exposição permanente, razão pela qual o edifício foi construído. Mas nada disto é importante comparado com a maneira como esta incônica escultura de Niemeyer se projeta sobre a baia da Guanabara"Eu sempre achei o prédio maravilhoso, o que está errado é o uso: deveria ser um restaurante-panorâmico! Bem luxuoso, para concorrer com o Cipriani. Tudo bem, talvez não existam clientes em Niterói, mas a cobertura poderia ser um heliponto. Já pensaram? Não ficaria tudo resolvido?
E por falar em Segre, ele escreveu um artigo sobre as escolas do FDE na Projeto de novembro (n°321), que chegou as minhas mãos esta semana. Depois de fazer um grande histórico sobre a tipologia escolar e comentar as escolas publicadas, ele conclui: "Temos certeza que aqui foi soterrado definitivamente o brutalismo caboclo paulista."
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