03 setembro 2008

"Manhê, o caminhão da Graneiro chegou..."

O fato não é novidade, aconteceu outras vezes. Mas merece comentário a reportagem que saiu no Los Angeles Times: para ser salva da demolição, uma casa de Richard Neutra construída em 1941 foi transportada de caminhão para outro terreno. Os lotes não eram muitos distante - apenas alguns poucos quilómetros no sentido oeste -, mas a operação foi delicada e burocrática.

Mas, sem querer ofender, o lugar não tem nenhuma importância na concepção de um projeto? Ou os modernos tinham essa vantagem, pois faziam projetos 'universais'? E por aqui, se essa moda pega com nossas obras modernas? Acho que não corremos este risco: ou adapta-se nossos templos de concreto ou elas vão para o chão, definitivamente.

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19 outubro 2006

Quem dá mais?(2)

Ícone do modernismo californiano, a Case Study House #21, criada por Pierre Koenig, irá a leilão. Construída em 1958 nas colinas de Los Angeles, ela foi cenário da famosa foto em que Julius Shulman usou o próprio arquiteto como modelo. Para o catálogo de venda (que também está a venda por 40 dólares), foram realizadas novas fotos de Shulman e de mais sete fotógrafos.

Quem vende o próprio lar é Mark Haddawy, dono de uma loja de roupas. Ele morou na residência por quatro anos em companhia de sua namorada, Nora Zehetner, atriz de cinema que atuou em A ponta de um crime (Brick, 2005) e American Pie 2 (2001).

Além da casa, também serão vendidos os móveis originais, em lotes separados. O motivo da venda: o tamanho da casa, que tem apenas dois dormitórios e menos de 120 metros quadrados. O casal já está instalado em outra casa criada em 1956 por John Lautner.

O leilão está marcado para dia 3 de dezembro. As estimativas? De 2,5 a 3,5 milhões de dólares...

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19 setembro 2006

Gehry nas alturas

Os problemas com o aumento dos custos das obras não acontece só aqui. Deu no NYT: as estimativas da construção do The Grand Avenue, "a mais ambiciosa iniciativa multifuncional do centro de Los Angeles"subiu de 750 milhões, calculados há três anos, para os atuais 1,8 bilhões de dólares.

Frank Gehry, o autor do projeto, promete colaborar e modificar alguns detalhes para que o custo da primeira fase abaixe.
Segundo aos envolvidos, tal elevação deve-se ao proporcional aumento dos custos da construção civil, provocado pela grande demanda atual nos Estados Unidos.

Além da base, com conformação típica de Gehry, o complexo de Los Angeles possui ainda duas torres, tipologia que o arquiteto pouco desenhou: a primeira e maior possui 47 andares (destinada um hotel e 250 apartamentos) e outra, mais baixa, possui 25 andares (com 15o lofts e 100 apartamentos de luxo).

Se a bolha imobiliária dos Estados Unidos não vier antes, o projeto de Gehry tende a alimentar a presente revalorização de downtown de LA - iniciada com o Walt Disney Concert Hall (de Gehry), a nova Catedral (de Rafael Moneo) e a sede da companhia de trânsito (de Tom Mayne).

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