O que será que o diabo veste?

Lendo a coluna do Jorge Coli, no caderno +Mais!, da Folha de S. Paulo, não pude deixar de relacionar este trecho, em que ele escreve sobre a bienal, com alguma arquitetura que existe por ai. Vejam só:
"Bate, com insistência, na tecla do politicamente correto. Protege-se com a retaguarda dos bons sentimentos, contra os quais não se pode levantar nem um dedo mindinho: ódio à repressão, à segregação, às opressões cruéis, às tiranias. O problema é que o inferno das artes está atapetado de bons sentimentos. Há, nesta bienal, como sempre, talvez menos do que sempre, aqui e ali, algum artista interessante. É claro que isso não basta. O álibi das intenções éticas e intelectuais não consegue substituir o interesse da criação. Ora, as metáforas grossas e rasteiras se sucedem, evidentes, enormes, em obras feitas para apanhar, nas suas armadilhas, o intelectual incauto e bem-intencionado. Nem um pingo de reflexão, em um pingo de sutileza nessa seqüência. Ao contrário, um martelar autoritário do bom pensar e do bem pensante."
Não sei por que eu fiz esta relação. Juro que não sei.
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